domingo, 23 de novembro de 2008

viagem...


Minha gata teve dois filhotes. E eles vão morrer, como os outros, porque ela não tem instinto maternal. É, isso é triste.. mas são coisas da vida..

Gosto dessa coisa maternal, família, colo, carinho, abraço. Deve ser um dos efeitos de morar sozinho, e aquela sensação inquietante de que nunca mais morarei com minha família de novo, pelo menos bem provavelmente.
Lembro de alguns anos atrás ser meu maior sonho poder morar sozinho, ser independente, não dar satisfações, etc, etc, etc. Coisas de jovens adolescentes sem ter mais o que fazer além de incomodar com algum novo tema impertinente.
Mas, depois de morar sozinho, e ter uma relativa independência, parece que as fraquezas vêm à tona. Como é bom acordar e poder dizer um bom dia pra alguém, ou ignorar alguém, que seja, como é bom ter alguém pra jogar conversa fora, poder ficar abraçado, sem fazer nada, fazer cafuné, mexer nos cabelos, brigar, discutir, rir, chorar.. enfim.. uma companhia..
Amigos existem, e, graças às forças ocultas, tenho grandes e ótimos amigos, daqueles que um 21 os traz pra bem próximo. Mas é diferente. Apesar dos mesmos atos, os sentimentos são diferentes, as conversas são diferentes, a proximidade muda.
É aquela coisa. Amor de amigos, amor de família, amor de pessoa que está contigo.
Cada uma, uma coisa diferente. Cada uma com os prós e os contras.
E nem é questão de solidão, que é muito mais triste. É questão de querer ficar perto de alguém, e ter alguém pra ficar perto. Aliás, ter vários alguéns. Mas às vezes falta aquela coisa especial, aquela coisa diferente.
Acho que ando sentido falta dessa coisa que não sei o que é. Talvez seja o instinto que falta à minha gata, talvez seja só uma noite com abraços e cafunés, talvez seja só um conselho de mãe..
E talvez, já que tudo sempre pode ser mais complexo, vai ver o que me falta é esse momento comigo mesmo, um momento de solidão forçada, do eu com o eu.. Todo mundo deveria ter um tempo assim.. auto-conhecimento, ou coisa do gênero..

Credo.. não era pra ser uma coisa melancólica.. nem estou assim, inclusive, ando muito bem, obrigado, com tudo entrando nos eixos, afinal, mas é bom pensar. Às vezes, quando é demais, cansa, dói, inibe a ação. Mas em outras, como agora, é reflexão. E refletir sobre as coisas é um ótimo exercício de amadurecimento...

Um videozinho que sempre me faz pensar. Por qual motivo não sei.. Gosto da música, amo o filme, mas nessa hora, e quando ouço essa música, minha cabeça vai longe.. lá praqueles lugares onde todos os segredos, as coisas ocultas e as coisas que nos afligem estão, talvez, hehehehe.. Pena que quando ele volta não traz muita coisa, só indícios.. mas a viagem é bastante interessante...




e um porque eu gosto e representa mais o momento, hehehehe




(do meu "hairzinho" querido...)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Inspiração (ou falta de)

primeiro, uma coincidência engraçada..

...quando eu beijo

eu improviso

beijos molhados...

depois, uma conveniência.

por fim, a espera.

por sobre-fim (existe isso?) os fatos.

o depois é só o depois.

(e não.. não foi "baseado", porque sim, tem coisa melhor (:p).. só foi "levemente inspirado", hehehehe)

e mais um dia indo dormir com o começo do dia. logo dia, será.

até a realidade dos fatos e a beleza da vida real.

fui.

one more time.

gosto tanto da última música que postei aqui que acho que vale a pena terminar o assunto (...) com o finalzinho da letra.. incrivelmente real..




Quanto a mim o amor passou


Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar


E não me volte a cara quando passa por si


Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor


Fiquemos um perante o outro


Como dois conhecidos desde a infância


Que se amaram um pouco quando meninos


Embora na vida adulta sigam outras afeições


Conserva-nos, caminho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil








Em análises a um corpus delicioso de pesquisa, composto de diferentes tipos de textos publicitários (a saber, pesquiso argumentos emocionais e racionais, convincentes e persuasivos..), acabei fazendo uma análise vulgar de algo que já ime incomodava há algum tempo. Quanto maior a precariedade do produto, do serviço ou da idéia, maior o número de elogios e maior a propaganda. Sim, isso é uma coisa óbvia. Mas, parando pra analisar, por que então não existe a preocupação bem mais inteligente de melhorar o produto para que o que se diz dele possa ser apenas o verdadeiro?




Afinal, se uma coisa é boa, realizadora e perfeita, qualquer propaganda é desnecessária. (sim, óbvio que estou retirando dessa análise boba a apresentação de um produto, a exibição de uma marca.. enfim..)..




Até porque, às vezes, quanto maior a propaganda, maior é o atestado de que o serviço não é - nem de longe - o que quer transparecer.










E mais uma vez volto pra Santa Maria, renovado, feliz, cheio de expectativas e pronto pra outra. Sempre que venho pra cá, pra dar um tempo pra cabeça, vejo que "dar tempo" às coisas é a palavra de ordem. Nada como o tempo pra arrumar o que está uma bagunça, pra reorganizar as idéias, para, enfim, resolver o que não ficou concluído.




Sem falar que sempre tudo que fica longe sempre volta melhor.






E agora vai ser divertido, sinto isso. Amigos de longe estarão de volta por alguns dias (sim, muitas coisas para pôr em dia), minha irmã vai me visitar pra irmos ver nossa amiga na final do ENART (apesar de não saber minha torcida ainda), outra amiga já me convocou a com ela mudar de ares e dar um up! à nossa vida social, a monografia está praticamente concluída, coisas velhas foram descartadas, coisas novas chegaram, coisas atuais serão mantidas.


Tudo feliz, tudo tranquilo, sereno.


E com tempo para aproveitar tudo, viver cada segundo.


Esse mês vai render. E por ser o último, tudo vai ser feito com mais afinco, com mais vontade, mais atitude.


Não tenho mais tempo a perder. E se cabeça vazia é oficina do diabo (não sei, sou péssimo em ditos populares..), meu diabinho tá suado de tanto trabalhar..


:)






momento politizado: hoje li em algum lugar uma coisa e achei bem interessante: alguém notou que na vitória do obama o povo clamava e festejava com a bandeira dos estados unidos em punho, e não com a bandeira dos democratas? não sei ainda minha oponião sobre isso, nem até que ponto isso e natural ou forçado. mas não deixa de ser interessante. pra pensar..

(...)

E o melhor, estou com uma cabeça ótima, fervilhante. Lépido e fagueiro, literalmente.
baby.. i'll be back!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ridículo.



porque às vezes as músicas dizem tudo..

porque às vezes as palavras são totalmente descartáveis.

volver.

lindo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Persona "mui" grata.


Sábias línguas certa vez já me disseram.. “João, tem coisas que a gente deve relevar, não vale a pena dar pano pra manga..” Isso, para contextualizar, numa época em que meu ego saltava aos olhos de quem me conhecia, e parecia que tudo no mundo girava em função de minhas atitudes..


Confesso que era divertido.. mas depois de um tempo, e de amadurecimento, acabamos percebendo que somos uma ínfima parte de um conjunto que continuará funcionando sem nossa presença.. Aí está a ironia.. somos bem menos importantes do que pensamos..


Mas tal amadurecimento vem com o tempo, e às vezes o tempo não ajuda, e tudo vem bem mais tarde.. com o tempo percebemos que aquilo que nos era de muita estima acaba por se tornar obsoleto.. aquilo pelo qual dávamos tanta importância chega a nos envergonhar.. “onde eu tava com a cabeça quando dei tanta relevância para algo tão sem importância?


Talvez seja por isso que com o tempo as coisas acabem sendo mais objetivas, mais claras. E o que precisa ser dito não mais espera. O tempo, afinal, também perece.


Mas confesso que ser superior, intelectualóide e senhor da razão também cansa.. acaba sendo apenas uma faceta de um todo, uma parte do jogo, uma das máscaras no jogo das representações..
Mas até a máscara mais sólida se desmancha, e nem sempre a beleza do plástico resiste à realidade da vida.


Por isso prefiro a clareza das idéias, a obejtividade das opiniões.


Porque é fácil fingir que certos assuntos e certas personagens não nos são importantes, quando podemos nos servir de máscaras e representações tão fracas.


Mas ninguém consegue representar por muito tempo, e uma hora, e essa hora sempre chega, é inevitável, acabamos mostrando que os mesmos assuntos e as mesmas personagens continuam com igual ou até maior valor pra nós..
Sim, pois se uma coisa não nos interessa, e se não nos interessa mesmo, ela cai em desuso, fica no limbo, é esquecida.
Mas quando as coisas não são claras, e um sentimento covarde de não querer encarar os fatos acontece, tudo fica latente, prestes a explodir, e uma hora explode, e tudo aquilo que supúnhamos termos conseguido esconder, toda aquela preocupação inexistente, aquela importância ignorada, toda aquela indiferença gritada aos quatro ventos acaba caindo no ridículo do nunca ter sido.


Irônico, não?


Mas, dizem as sábias línguas, o tempo (não por acaso o senhor da razão) muda as coisas, faz amadurecer..
Talvez por isso não valha a pena mesmo dar pano pra manga às coisas pequenas, às opiniões leigas de quem tudo vê de fora, de quem não vive (e não por falta de oportunidade, mas por falta de coragem de aceitar o que se sente) o que acontece. Mas qual é a graça da vida se não dermos relevância também às mentes pequenas e a ignorância alheia?


Razão é para poucos, e por isso sou um privilegiado. E não é questão de falsa modéstia, mas o simples fato de reconhecer os fatos.
Mesmo agora, quando meu ego já se recolheu ao tamanho necessário, vejo que em mais um momento da vida acabo sendo o centro das atenções. Ou, pra ser mais exato, da atenção.


Porque nem sempre a vítima é quem se mostra como tal. Até porque o papel de vítima sempre cai melhor no bandido que acaba ganhando no final da história real.
Porque o sábio sabe reconhecer a derrota. Mas só quando derrotado, de fato, está.



Enfim.. é engraçado saber que mesmo um fantasma do passado pode incomodar a ponto de uma pessoa não ter mais com o que se preocupar na vida, a não ser com o que o outro faz, ou que deixa de fazer, num big brother moderno com personagens reais.
É engraçado ver toda a indiferença que queremos demonstrar cair por terra, e na verdade o ignorado acabar sendo o que quis parecer ignorar primeiro. Isso deve doer, talvez até por agora o sentimento ser sincero, e de fato toda a importância dada em outros tempos ser um ato falho na vida de quem outrora achou que havia sido descartado. Afinal, ninguém é insubstituível, tudo é efêmero, tudo passa.
Mas a razão sempre chega, ah.. sempre.. e com a razão a objetividade, de não fingir uma falta de importância, da covardia de um afastamento tolo, da falta de maturidade de enfrentar o que aconteceu, e deixar pra trás.
Por isso que sempre optei por ser ridículo na hora certa.. porque o ditado de quem ri por último ri melhor cabe bem. E o último ridículo sempre é mais engraçado. A não ser quando o riso dá lugar ao desprezo pelo outro não conseguir sustentar seus próprios argumentos.

E se o negócio são recados impessoais, do tipo à quem interessar possa, eu entro no jogo. Sempre gostei desses momentos de regressão à adolescência. É patético, visto que o que é dito no ato e de fato tem mais valia. Mas não deixa de ser epicamente divertido.
E porque, diferente daqueles que realmente dão pitaco na história alheia, eu prefiro viver e saber. E enquanto vivo, e sei, julgo. Porque vivo, e vivo intensamente. Porque “mesmo calado o peito resta a cuca” (já dizia a – boa – música). E mesmo que eu calasse, continuaria com a razão, que pode tardar, ma acaba sempre mostrando a cara. E eu tenho tempo. Posso esperar. Sentado, de preferência.


Precisa ser mais claro?

persona non grata.

Adoro ironias do destino.. como eu disse certa vez que a alegria (ou a felicidade, não lembro) era uma menininha loira de cabelos compridos, o destino é um menininho ruivo todo sardento que tá sempre pregando peças nos outros e rindo de suas peripécias e traquinagens infantis..

Ainda bem que a criança ruiva e sardenta se deu bem com a menininha loira de cabelos compridos, e as peças que ele prega até que são divertidas.

Ontem falei de censura, que censura não cala a mente, não cala criatividade e não bloqueia as vontades. Mas existe algo muito pior que a censura imposta pelos militares na ditadura, e que existe até hoje, e sempre vai existir, que é a auto-censura.

Aquela censura que a gente se impõe por medos bobos, por achar que é errado. Mas quem é afinal, que decide o que é errado e o que não é?

E vamos nos censurando, e levando uma vida de mentira, com sentimentos de mentira, e se não mentirosos, ilusórios, pois sabemos que não existem, mesmo fazendo força pra acreditar que eles estão ali, vivos, mas na verdade nunca estiveram. E o pior, assim não acabamos só nos censurando, mas censurando também o sentimento verdadeiro alheio, que é nutrido por aquilo que queremos que seja real e não é.

É, eu sei, é difícil entender, e eu não sei explicar direito.

Digamos que seja aquela coisa do tipo "ok, isso não está acontecendo de fato, mas vamos fingir que sim, afinal está bom assim, e se a mentira é boa, por que não deixar rolar?"

Mas da mentira boa surge o sentimento, e o sentimento leva à vontade, que leva à ação, que leva a culpa, que leva ao arrependimento. E tudo isso num piscar de olhos, num estalar de dedos, num tocar de lábios.

E depois desculpas não bastam. Perdão é só da boca pra fora, as coisas nunca são esquecidas, no máximo aceitas, guardadas, mas estarão sempre ali, o erro existiu, e isso ninguém consegue ignorar. E o tempo passou, a oportunidade se perdeu.

Tenho pena de quem se auto-censura. Tenho pena de quem leva adiante algo que de fato, não existe. Tenho pena de quem não se joga de cabeça no que lhe é válido e espera algo surgir de onde não se espera nada. Alguns chamam de aposta, de esperança. Eu chamo de covardia.

Mas cada um sabe o que faz. Ou não, mas sendo persona non grata não tenho o poder de influenciar na vontade alheia.






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Na crônica da Martha Medeiros da Zero Hora de hoje ela fala de acontecimentos bobos e aparentemente sem importância que acabam nos saltando aos olhos e revelando a beleza do sem sentido.

Concordo plenamente com ela (tirando a hora que ela fala do saco plástico que fica voando no "beleza americana", que acho um filme totalmente forçado e dispensável).

Acabei lembrando de uma vez que fiquei uma tarde inteira vendo uma lesma se deslocar de um lugar à outro. E vendo aquele bichinho tão feio, ali, todos os seus movimentos, sua falta de habilidade, acabou fazendo com que simpatizasse tanto com ela, até, num ato totalmente impensado, eu chegar ao ponto de me ver dando um "carinho" nela.. Sim, parece nojento, mas ela só é gosmenta na parte de baixo.. a parte de cima é lisinha.. não sei.. me afeiçoei... heheheh

Gosto dessas coisas sem importância, coisas que ninguém presta atenção, que acabam acontecendo sempre do nosso lado e a gente não tem tempo pra ver.

Quando pensei nisso lembrei da música diariamente, da marisa monte, que não sei se tem muito a ver com uma lesma e uma pessoa sem muita noção que se afeiçoa a ela, mas fala daquelas coisinhas rotineiras que não prestamos atenção, nos acontecimentos banais que tem uma beleza tão sutil, nos acontecimentos que tem significado pelo simples fato de não ter sentido algum...



A beleza da rotina. A beleza do sem sentido.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

divino, maravilhoso.

Eu nasci errado.
Sempre afirmei isso, e acho que afirmarei até morrer. Não é possível uma pessoa ser tão nostálgica e gostar tanto de coisas que não presenciou como eu. (ou, segundo minha outra teoria, morri pelado e chapado em woodstock.. também é possivel..)

Ah, como eu queria ter visto Hair nos cinemas, no lançamento. Assistir o arrastão no festival da canção, o toni dançando BR3, ver a Elis ao vivo cantando romaria, ou apontado para os bonecos em como os nossos pais.

Uma vez li um artigo so serginho groisman em que ele falava que não gostava de pessoas saudosistas, de gente que dizia que queria ter vivido em outra época. O negócio era fazer sua própria época, fazer história.



É um discurso verdadeiro, e concordo, acho que nosso tempo somos nós que fazemos. Mas sei lá.. Ainda me acho no direito de reclamar da produção musical contemporânea.. dos filmes da prateleira dos lançamentos, dos livros na lista dos mais vendidos.

Eu queria estar lá, vaiando a lucinha lins, vibrando com a pra não dizer que não falei das flores, fugindo da polícia no roda viva..

Sim, sei que a ditadura foi um período horrível e tal, mas não falo de querer participar disso. Acho até inclusive que esse foi o preço pela beleza da época. Nunca seria um militante político, não sei se sairia às ruas para enfrentar a polícia ou se sequestraria embaixadores em troca da liberação de amigos presos. Acho que seria mais acuado, ficaria no meu canto, ouvindo cálice e rindo da ingenuidade dos milicos achando que sua censura estava sendo bem aplicada.

Censura não bloqueia cultura, não pára pensamentos, não inibe a criatividade.

Tenho certa vergonha do que pensarão da minha geração, de sua contribuição cultural na história do brasil e do mundo. Agora tudo me parece tão efêmero, tão passageiro.

São poucas as coisas que marcam, que fazem história.

Os tempos são outros..



Mas ainda fico pensando que tudo poderia ter sido divino, maravilhoso, se eu tivesse nascido há algumas décadas..



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Mudando de saco pra mala.. ao mesmo tempo que amo tudo que é passado, gosto de coisas que acho que me caracterizariam como uma pessoa brega pela maioria das pessoas. Só sei que gosto, e poderia ficar o dia todo ouvindo..



Um exemplo é a Perla, que sempre que vejo me arrepio. Parece que tudo que ela canta, seja original de quem for, fica com mais emoção, fica com mais força, fica mais bonito.

Aqueles longos cabelos negros sempre me fascinaram, desde pequeno..

Outra coisa que acabei achando foi essa música, Pajaro Chogui, que acaba denunciando que adoro essa coisa latina, caliente.. fuego!



É brega, principalmente o último efeito especial (que suponho eu, seja uma tentativa de parecer um ninho de pássaro - pajaro chogui, ahn, ahn? hehehe)..



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Enfim, hoje passei um dia bem musical, bem nostálgico.. deve ser efeito de uma calmaria meio estranha... ou de excesso de leituras pra monografia, não sei.. só sei que é bom escutar coisa boa. Nem que o bom seja bom só pra mim..


..mesmo calado o peito resta a cuca
dos bêbados do centro da cidade..

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Última cartada.

Peco pelo excesso.

Mas assumo os riscos.

cinco minutos.


E como sempre faço quando estou meio cansado de tudo, adoto por tempo indeterminado o niilismo na minha vida. E acabo de descobrir (eu não, na verdade o google) que niilismo tem sua etimologia do latim que é, adivinhem... nihil! heheheh

Essas coincidências me matam...

ni.i.lis.mo (masculino)
Descrença absoluta.
Aniquilamento.
Fenômeno cultural anarquista russo que rechaçava e abandonava, em nome do progresso, tudo o que não podia ser justificado cientificamente.

A forma mais correcta é niilismo. Trata-se de uma tendência filosófica de reduzir todas as crenças a puras convicções do sujeito. O niilismo destitui-se de crenças. Há vários tipos de niilismo. Os mais conhecidos são: niilismo político; niilismo metafísico; niilismo existencialista. Alguns pensadores modernos também dividem o niilismo entre ativo e passivo.


Etimologia
Do latim
nihil: vácuo, vazio, nada.

Acho tão engraçado palavras serem masculinas e femininas.. sempre lembro de uma discussão recorrente que eu tinha sobre a incoerência da faca ser feminina e o garfo masculino, sendo que é óbvio e é consenso que a faca é o marido e o garfo é a esposa. Aff!

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Então o tempo passou, e Alice acabou conhecendo mais do mundo real do que ela gostaria. “Acho que cansei disso tudo” – ela pensava constantemente.
Acabou descobrindo que os arrepios que sentia não eram eternos, que os amigos nem sempre eram verdadeiros, e que aqui é cada um por si e cada um por si. Só. Nos seu mundo apesar de tudo ser irreal demais, tudo era perfeito, e apesar de sentir vergonha por viver num mundo sem preocupações ela não podia negar que era bem mais fácil ser assim..
Disseram a ela que a realidade ou o que se quer viver dela dependia só e exclusivamente dela.. se ela quisesse, era só fechar os olhos praquilo que não queria ver e não queria viver e seguir adiante.. simples assim..
Mas ela sabia que não era assim tão fácil. Nesse mundo os sentimentos também existe, e a história nem sempre tem um final feliz. Não seria a hora de acabar com tudo e voltar pra casa? Ela estava se conformando com isso.. Não nasceu praquilo tudo, e ela também era tão irreal quanto seu mundo maravilhoso.
Mas mesmo assim, as coisas todas, boas e más, despertavam seu fascínio. Algo de fugir de seu controle, de nada estar certo, não ser previsível, tudo simplesmente acontecer, e “desacontecer”. Tudo era tão curioso, e ela sabia que muita coisa estava por vir. E ela nunca foi de desistir.
Mas também estava cansada. Não fisicamente, afinal foram anos de descanso. Mas sentia o peso de tantas decisões reais, de tantos acontecimentos. Pensar cansava a pobrezinha. E depois que aprendeu o poder da indiferença, o poder do sarcasmo, da ironia, da desilusão, da frustração, não teve tempo de assimilar tudo.
Quem sabe umas férias? Afinal, ao contrário de todo mundo, ela era a única que saía do perfeito pra tirar férias no real. Talvez fosse bom ficar um tempo em casa.
Não era uma desistência, pelo menos ainda não. Talvez só um tempo pra analisar tudo de fora, julgar tudo que aconteceu, como um telespectador. Seria a vez dela narrar tudo em terceira pessoa e deixar de lado a vida de personagem principal..



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E eu consegui voltar pra Panambi no último dia do parque, sem saber. E acabei não indo. Parece que ultimamente estou chegando com cinco minutos de atraso em tudo. E em cinco minutos acontece tanta coisa que mesmo tendo 5 dias depois é impossível recuperar aquela fraçãozinha de tempo perdido..
Mas outros parques virão, e sempre mais cinco minutinhos. E agora já acertei meu relógio.