sábado, 29 de agosto de 2009

não sei.

São 5:17, e eu tomei algumas várias cervejas, ou seja: mal enxergo o teclado e mal tenho consciência do que vou escrever.. mas como me sinto mal em deixar o blog abandonado, escreverei.

Primeiro: mais de 1000 pessoas já passaram por aqui. Algumas leram, gostaram, voltaram. Algumas leram, odiaram, bloquearam. Algumas nem leram. Algumas mal passaram. Mas está ali. Mais de 1000 visitantes. Agradeço a todos. De coração.

Hoje eu ia escrever sobre uma rase do filme Irreversível (sei que costumo linkar pelo menos um trecho dos filmes que cito, mas esse prefiro nem linkar, pq vocês devem vê-lo, sem saber qualquer parte antes.
Uma frase que muito me chamou a atenção: o tempo estraga tudo. Pra entender exatamente o sentido da frase, só vendo o filme (recomendo, de verdade.).
Sabe aquele momento especial, mágico, único, que sabemos que em menos de cinco minutos transformará tudo, mudará tudo para algo que desconhecemos? Pois é. Esse é o sentido da frase. Quão bom seria se pudéssemos parar tudo quando quiséssemos. Eterrnizar aquele momento como em uma fotografia. O tempo parado. Estático.
Como seria bom podermos evitar os desgastes que o tempo traz, os problemas que vem com os ponteiros do relógio. Simplesmente parar tudo. Congelar. Viver aquele momento tão particular por toda a eternidade. Ver o mundo correr apressadamente enquanto você vive um único segundo que durará por toda a existência.


Mudando de assunto, totalmente.
Sou só eu que tenho a mania da paz mundial e que faz de tudo para todos se darem bem? Que se mete em histórias alheias pura e simplesmente para deixar todos felizes, mesmo sabendo que o risco de você ser o vilão da história existir?
Gosto das pessoas. Quero o melhor pra elas. Mas confesso que desconheço o limite entre o cuidado e o zelo e a intromissão. Faço, sim, tudo que puder para conservar o bem do outro. Mas as vezes, e na maioria delas, sou mal compreendido, e acaba em mim recaindo a culpa de Todo o mal. Se me sinto mal? Não. Sei que fiz o meu melhor. Mas as vezes não basta dormir tranqüilo sabendo que as pessoas que você quis ajudar estão contra você por sentirem-se invadidas.
Eu não tenho mal no coração. Sei que parece piegas, e se eu lesse isso me acharia um maldito babaca. Mas faço tudo pensando no bem de todos. E talvez aí esteja o meu erro. Pensar nos outros antes de pensar em mim mesmo. Minha felicidade depende do próximo. E não deveria. Mas não consigo mudar. Se ele está bem, fico bem também, mesmo que consistentemente o bem não seja bom pra mim.
Sei lá. Não estou conseguindo raciocinar. Só sei que as vezes tenho vontade de apagar totalmente meu passado. Mas isso é impossível. Somos o que vivemos e dependemos disso. Feliz e infelizmente. E arcando com todos os bônus e ônus decorrentes.

Ouvindo o som da consciência que devia estar leve mas mesmo assim está pesada como concreto.

1 andaram comentando:

Carla Arend disse...

traquilo
tu é um guri de coração bom

:)

e o platÃo estava completamente equivocado quando disse que a imaginação, de todas as faculdades da nossa consciência, era a mais ignorante.

to de cara com o platÃO.