
Há vários dias me devia essa postagem.
Talvez (e bem provavelmente) mais como fã e apreciador, mas, principalmente, por ser algo que não devia passar em branco (vi míseras frases sobre o assunto na Zero Hora e alguns dias depois na coluna do Paulo Santana).
Não lembro direito como a conheci. Já tinha ouvido quando era pequeno, vendo Galpão Crioulo (sim, é de se surpreender, mas já existiu um tempo em que, além de acordar cedo, além de ser nos domingos, eu ainda assistia Galpão Crioulo. E as vitórias do Senna na F1). Mas, por ser ainda muito novo e não saber das coisas boas da vida, não me marcou. Anos mais tarde, procurando Maria, Maria para download, baixei sem querer uma versão que em princípio me irritou por não ser a que eu procurava (com o Milton Nascimento). Mercedes era o nome da intérprete.
Não deletei, mas deixei de lado por um tempo. Certo dia, talvez por alguma inspiração involuntária, acabei ouvindo a música, enquanto me ocupava de outras coisas. Com o passar dos segundos da música, minha atenção voltava-se cada vez menos para o que eu fazia e cada vez mais para aquela voz forte, pesada, e ao mesmo tempo, sensível, emocionante.
Antes mesmo de terminar, já estava eu a pesquisar quem era aquela mulher e descobri que se tratava de Mercedes Sosa. Descobri também que boa parte do sucesso dela se devia às letras de Violeta Parra (outro gênio).
Engajada politicamente, sempre com a mesma cara séria, com raros sorrisos. Interpretações únicas.
Não sei quantas músicas da Mercedes tenho no computador e em CDs, mas são várias. Ontem, ao escutar minha irmã vendo os DVDs de Queridos Amigos, ouvi outra música dela.
Espero que a morte dela (confesso, fiquei bem triste) as músicas não sejam esquecidas, mas acho pouco provável, afinal, quando a música é boa, assim como as pessoas, seus legados permanecem.
Se eu tiver filhos, quero que eles conheçam as versões passionais de Maria, Maria, de Enuentros e Despedidas. Quero que saibam o que há por trás de Volver a los 17 ou Me gustam los estudiantes. Quero que sejam engajados, ou que ao menos sintam-se tocados por Solo Le Pido a Dios. Que sintam o aconchego que eu sinto ao ouvir Duerme Negrito, ou Las manos de mi Madre. E que um dia amem, e não só o amor que vem da paixão, mas o amor ao próximo, e se emocionem com Yo vengo a ofrecer mi corazón.
E que vivam. E que vivam plenamente. E como ela possam Honrar la Vida.
Vai fazer falta.
Talvez (e bem provavelmente) mais como fã e apreciador, mas, principalmente, por ser algo que não devia passar em branco (vi míseras frases sobre o assunto na Zero Hora e alguns dias depois na coluna do Paulo Santana).
Não lembro direito como a conheci. Já tinha ouvido quando era pequeno, vendo Galpão Crioulo (sim, é de se surpreender, mas já existiu um tempo em que, além de acordar cedo, além de ser nos domingos, eu ainda assistia Galpão Crioulo. E as vitórias do Senna na F1). Mas, por ser ainda muito novo e não saber das coisas boas da vida, não me marcou. Anos mais tarde, procurando Maria, Maria para download, baixei sem querer uma versão que em princípio me irritou por não ser a que eu procurava (com o Milton Nascimento). Mercedes era o nome da intérprete.
Não deletei, mas deixei de lado por um tempo. Certo dia, talvez por alguma inspiração involuntária, acabei ouvindo a música, enquanto me ocupava de outras coisas. Com o passar dos segundos da música, minha atenção voltava-se cada vez menos para o que eu fazia e cada vez mais para aquela voz forte, pesada, e ao mesmo tempo, sensível, emocionante.
Antes mesmo de terminar, já estava eu a pesquisar quem era aquela mulher e descobri que se tratava de Mercedes Sosa. Descobri também que boa parte do sucesso dela se devia às letras de Violeta Parra (outro gênio).
Engajada politicamente, sempre com a mesma cara séria, com raros sorrisos. Interpretações únicas.
Não sei quantas músicas da Mercedes tenho no computador e em CDs, mas são várias. Ontem, ao escutar minha irmã vendo os DVDs de Queridos Amigos, ouvi outra música dela.
Espero que a morte dela (confesso, fiquei bem triste) as músicas não sejam esquecidas, mas acho pouco provável, afinal, quando a música é boa, assim como as pessoas, seus legados permanecem.
Se eu tiver filhos, quero que eles conheçam as versões passionais de Maria, Maria, de Enuentros e Despedidas. Quero que saibam o que há por trás de Volver a los 17 ou Me gustam los estudiantes. Quero que sejam engajados, ou que ao menos sintam-se tocados por Solo Le Pido a Dios. Que sintam o aconchego que eu sinto ao ouvir Duerme Negrito, ou Las manos de mi Madre. E que um dia amem, e não só o amor que vem da paixão, mas o amor ao próximo, e se emocionem com Yo vengo a ofrecer mi corazón.
E que vivam. E que vivam plenamente. E como ela possam Honrar la Vida.
Vai fazer falta.
1 andaram comentando:
As músicas realmente são boas, e que bom que tu já pensa em ter filhos. hehe
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