Há alguns dias, depois de uma tarde a la Sex in the City de compras e futilidades, discuti com minha mãe sobre o ano que passou. Questionado, me surpreendi comigo mesmo ao não saber responder se o ano tinha sido bom ou não.
Minha mãe fez questão de enumerar os motivos que em teoria, na balança, resultariam na conclusão de um ano bom.
Cheguei a conclusão, então, que de fato foi um bom ano. Mas não entendia ainda minha dúvida. Só depois de muito pensar entendi que não soube avaliar porque apesar de ter sido bom, foi um ano inesperado. Surpreendente, eu diria.
Quando não esperamos por resultados, fica difícil avaliar. Somos movidos a expectativas, e quando elas saem do nosso bloco de notas, ficamos sem saber o que pensar.
Comecei o ano acreditando numa coisa que mudou. Fugiu dos planos, reinvesti. Deu errado, segui em frente. Difícil, afinal era tudo novo. Mas seguiu.
Então veio a pós, que surgiu por um motivo que acabou terminando.
E assim foi indo.
Por que tudo isso?
Notei que as pessoas reclamam muito das coisas que acontecem em suas vidas. Se fugiu do programa, está errado, não é bom.
Se não seguiu o cronograma, fudeu.
Mas e quem disse que as coisas precisam de planejamento? Perdemos mais tempo planejando as coisas do que aproveitando. Perdemos tempo com burocracias inúteis enquanto poderíamos curtir o inesperado.
Se isso é empurrar a vida com a barriga, encho a pança. Que seja assim. Sem utopias, sem desejos absurdos, sem metas distantes. Só viver, aproveitar.
Esse ano foi muito bom, apesar de ter fugido aos meus planos… Se eu faria tudo igual? Com certeza não. E então poderia ser tudo diferente, mas não por esse motivo melhor, ou pior. Só seria.
Que 2011 seja, tb.
Uptade: esse blog tá uma bosta.
Update 2: ano que vem deleto ou melhoro.